Diante do tempo

Eu sinto a serenidade do tempo, a calmaria das folhas das arvores diante do vento que ainda não temos.
As arvores se mantem serenas em cima da terra e de baixo do céu.
Mas não por muito tempo, pois suavemente surgi a brisa do vento que faz balançar a folhagem das arvores, e no céu surgem pequenas nuvens brancas, outras cinzas e carregadas, prestes a deixar cair pingos de chuva sobre a terra e o mar.
Eu sinto o silencio diante o que está por vir entre a terra e o céu.
Fortes tempestades e doces calmarias.
O verde da natureza
O cinza dos prédios
As cores das flores me trazem a melodia de minha vida.
Vida que me ensina a sorrir diante da tristeza.
A subir diante da queda.
A me equilibrar diante do tropeço.
A não me desesperar diante da dor.
A não me calar diante da verdade.
A não aceitar tudo que vai, contra ao que eu acredito.
Não sou dona da verdade.
Não sou dona da razão.
Não sou eu que tenho o domínio sobre minha vida, mas sim, O Meu Criador!
Minha vida me ensinou
A seguir e aceitar a Quem sempre me Amou,
E que nunca me condenou.
Ele sempre me acompanhou, acompanha e acompanhará por toda aminha vida.
Me ensinando o segredo
Do sentido do meu viver
Dentro do meu ser.
Eu não sou o mundo
Que comando
Mas uma simples gota de água
Que tenta seguir sem desespero
Refletindo sobre minhas imperfeições
Dentro do caminho que escolhi.
Caminho este que coberto de pedras, espinhos e flores...
Que vai me levar até aonde eu quero tanto chegar.
Á contemplação de meu Senhor e Salvador!
